
Gente Pobre, escrito enquanto Dostoiévski apenas tinha 25 anos, é um podereoso livro de crónica social.
Duas personagens apenas, um humilde funcionário público e uma costureira, trocam cartas entre si, gente pobre está bom de ver. Uma caracterização da pobreza á moda russa. Em São Petersburgo. Os problemas diários relacionados com a habitação, a comida e o vestuário. O frio e uma sociedade que escarna dos pobres. Um livro de Dostoiévski, mais um, com uma feroz crítica social. Provavelmente uma das obras que o mandou para a cadeia siberiana.
Não seria um livro de Fiódor se uma feroz carga psicológica não carregasse as personagens, onde os seus passados pessoais se misturam com os seus feitios e reacções.
Chamo à colação Federico García Lorca, “o insigne escritor russo, Fedor Dostoiévski, muito mais pai da revolução russa do que Lenine”.
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